quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Vi um dia, de passagem, um carro verde esmeralda, estilo antigo. Chamou-me a atenção o inusitado da cor, mas segui, nem vi modelo nem nada referente ao carro. Fui onde ia, já nem sei dizer, continuei a vidinha, que já muito me ocupa o simples viver...
Passaram meses, anos talvez, nunca mais pensei na tal viatura, muita coisa para pensar, até o Benfica foi campeão... Mas no outro dia voltei a ver o tal carro, esmagado contra uma àrvore na reta de Porto Alto. «Ah, que morreram os dois, pai e filha, dizem que adormeceram...» Achei curioso voltar a ver o tal carro, espreitei os destroços, segui em paz, que mesmo sentindo pena pela perda de duas vidas... não me diziam nada, não havia empatia.
Ontem conheci uma miúda. Gira, com a promessa de mil Primaveras a brilhar no olhar. Falámos, tínhamos coisas em comum, resolvemos ir juntos em busca de um deleite de Verão. Era para irmos no carro dela, eu não tenho... Mas o carro dela, um Beetle novinho em folha tinha a tal cor. Não fui. Deixei-a ir, não lhe disse nada. Morreu, um camião despistou-se e esmagou-a dentro do carro. Não sei porque não fui, só sei que a cor me pareceu repugnante...


Não se passou. Efeito borboleta, apenas...

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